Novo projeto

Até agora nunca havia colocado um projeto em andamento disponível neste site para apreciação pública. Porém, chegou a hora. Tenho tido muitas novidades e já mantive silêncio por um bom tempo. Tempo esse necessário para poder dizer algo de realmente interessante.

Após instituir o Laboratório de Tipografia do Agreste, LTA – do qual ainda se saberá bastante através deste site – no CAA de Caruaru resolvi iniciar um projeto de fonte para ser utilizado no cartaz de convocação de estagiários. A peça terá de refletir o espírito do LTA. Desse modo, deverá ser impressa com tipos móveis. Mas, como fazer isto com corpos maiores do que 96 pontos quando não se tem caixas deles? Bem, isto já foi feito antes dos maravilhosos microcomputadores e impressoras jato-de-tinta, logo não há novidade. É só pesquisar.

Madeira pode ser a resposta. Está ligada ao passado recente de impressão no Agreste – tacos de xilo para ilustrar as capas de cordéis – e permite o desenho de grandes corpos. Como o uso de algumas das espécies adequadas a este uso configuram hoje crime ambiental e de qualquer forma, as pranchas das espécies de corte são difíceis de preparar o substituto ‘natural’ irá servir bem ao propósito. Que seja o MDF.

Decisão tomada e ouvi de mim mesmo a pergunta que ouço todos os dias de outras bocas: Que fonte usar? Imediatamente a resposta: Uma nova, feita por mim! Cartaz e tipos de madeira lembram o período Pré-Moderno. Victorian Era, tanto européia, quanto americana. Caminho apontado, pesquisa iniciada e projeto em andamento.

Preciso apenas de três letras para ilustrar o cartaz. ‘L’, ‘T’ e ‘A’. As demais virão da caixa da Fontimod citada no post anterior. Mas, designer que é designer padece cronicamente de ‘5 minutos’ e a fonte deve ser completa. Assim, segue o preview que mostra o andamento do trabalho.

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