Tipografia Experimental, meu início na UFPE em Caruaru.

Como já dito – no post escrito para o Tipos do Brasil – depois de assistir a ‘charla’ do designer mexicano Miguel Guerrero no último Encuentro Latinoamericano de Diseño en Palermo e tomar conhecimento das dificuldades que o camarada enfrenta para realizar seu trabalho decidi agir ao voltar para casa.

Assim, senti que deveria ir além do que estava fazendo nas disciplinas de tipografia – desenho e história – que ministro na graduação de design desde 2009 no Campus de Caruaru da UFPE. E finalmente consegui implantar outras duas novas disciplinas, Tipográfia Básica e Tipografia Experimental, norteadas por uma abordagem mais leve e interativa.

E é sobre o andamento da experiência na segunda disciplina que dedicarei alguns dos próximos posts deste blog.

Começarei por apresentar a proposta apresentada ao Curso de Design do CAA da UFPE que está em andamento, pela primeira vez, este semestre (2012.1).

A disciplina Tipografia Experimental trata do estudo das expressões plásticas bi e tridimensionais da tipografia para ser vista, em contraponto a aquela para ser lida. Nela os conceitos clássicos do design de tipos estão sendo questionados e os limites da representação do alfabeto latino explorados através da manipulação das dimensões do corpo humano; do espaço natural e do construído; da re-interpretação de objetos e da exploração de materiais diversos.

Nos concentramos em promover experimentos analógicos e digitais orientados sob a luz de conceitos tipográficos visando o desenvolvimento de expressões alternativas do desenho com caracteres e de caracteres enquanto unidades gráficas de valor estético particular, bem como enquanto fonte.

Assim, esperamos que ao final da disciplina os alunos egressos terão desenvolvido uma série de competências e serão capazes de: Identificar as partes dos caracteres; Compreender as variações estruturais intervenientes nos desenhos e estilos tipográficos; Integrar formas tipográficas a impressos, embalagens, objetos, ilustrações, fotografias e/ou ambientes bi e tri dimensionais em projetos de design; Propor novas possibilidades de correlação entre tipografia, fotografia, arquitetura, pintura, moda, escultura, vídeo, dança, etc.; e desenvolver projetos tipográficos expressivos de baixa e média complexidade.

Para atingir esses objetivos dispomos do uso de recursos áudio visuais, projeções – datashow, slides ou transparências – publicações e toda sorte de impressos para facilitar a compreensão dos apontamentos durante as aulas expositivas. Do mesmo modo, também empregamos o uso de materiais diversos para possibilitar uma maior expansão da realidade da prática profissional do design tipográfico e a realização de palestras, debates e, sobretudo, oficinas para estimular a construção dos saberes.

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