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Dingbat Mercados Públicos do Recife conquista Prêmio CLAP 2015!

Monday, October 26th, 2015

Faturamos mais um CLAP! A fonte Dingbat Mercados Públicos do Recife feita pelo nosso fundador, o designer Buggy, para o SEBRAE-PE em 2013 nos deu esta enorme satisfação!

Mas, desta vez, foi o CLAP Platinum, a maior premiação de design, comunicação e branding dada a profissionais de design pelas principais instituições vinculadas ao design da América Latina, Estados Unidos, Espanha e Portugal. FOROALFA e VEREDICTAS reuniram as principais organizações ligadas ao design na Iberoamérica para estabelecer este prêmio como referência internacional de excelência na área.

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A partir de uma extensa investigação envolvendo pesquisas bibliográficas e de campo pôde-se verificar a relevância social de aspectos do dia a dia de alguns dos mercados públicos mais populares do Recife. Tais aspectos ganharam corpo neste trabalho com a seleção das mais interessantes imagens detectadas dentro da rica iconografia reunida durante a jornada que resultou na produção do Dingbat Mercados Públicos do Recife.

Os objetivos do projeto, em linhas gerais, foram desenvolver um produto de baixo custo capaz de:

  • impregnar o espírito de permissionários e frequentadores que ocupam cotidianamente os seis principais mercado públicos da cidade do Recife;
  • ser percebido no processo de agrupamento dos elementos que compõem a cultura desses ambientes;
  • gerar empatia a ponto de se integrar a produtos e serviços sem distorcer o panorama do comércio estabelecido;
  • valorizar arquitetura, gastronomia, história e costumes abrigados em cada mercado contemplado.

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MERCADO DE SÃO JOSÉ

‘A’ e ‘a’ [arquitetura]: Fachada (foco nas extremidades ‘face do comercio de ervas ou face da praça de alimentação);
‘B’ e ‘b’ [gastronomia]: Peixe e pescados (não ‘preparados’);
‘C’ e ‘c’ [história]: Artigos religiosos (umbanda);
‘D’ e ‘d’ [contemporâneo]: Cestos e balaios.

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MERCADO DA MAGDALENA

‘E’ e ‘e’ [arquitetura]: Fachada Feira dos Pássaros;
‘F’ e ‘f’ [gastronomia]: Mel de Engenho & Rapadura, referência a cultura de engenho;
‘G’ e ‘g’ [história]: Pássaro Bacurau, ave noturna que empresta nome ao último ônibus a circular numa dada linha ao fim do noite;
‘H’ e ‘h’ [contemporâneo]: ‘Os Cornos’, referência ao encontro de homens traídos que ocorre num dos boxes deste mercado público.

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MERCADO DO CORDEIRO

‘I’ e ‘i’ [arquitetura]: Fachada Principal do mercado;
‘J’ e ‘j’ [gastronomia]: Fava, referência ao prato preparado feito com um tipo grande de feijão típico do Nordeste Brasileiro muito apreciado em Pernambuco;
‘K’ e ‘k’ [história]: Venda de grãos e farelos como milho, cuscuz, farinha, feijão verde, fava, etc.;
‘L’ e ‘l’ [contemporâneo]: Barraca típica de feira de rua.

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MERCADO DA ENCRUZILHADA

‘M’ e ‘m’ [arquitetura]: Fachada Principal;
‘N’ e ‘n’ [gastronomia]: Bolinho de Bacalhau, o melhor da cidade é servido na praça de alimentação deste mercado;
‘O’ e ‘o’ [história]: Armarinho, referência ao tradicional comércio de aviamentos;
‘P’ e ‘p’ [contemporâneo]: Boêmia, cerveja e copo americano.

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MERCADO DE CASA AMARELA

‘Q’ e ‘q’ [arquitetura]: Fachada principal;
‘R’ e ‘r’ [gastronomia]: Jabá, o prato mais pedido neste mercado;
‘S’ e ‘s’ [história]: Samba, referência a Escola Gigantes do Samba;
‘T’ e ‘t’ [contemporâneo]: Conjunto pimenta, farinha, sal, palito, guardanapo.

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MERCADO DA BOA VISTA
‘U’ e ‘u’ [arquitetura]: Fachada, foco nos arcos dos portões;
‘V’ e ‘v’ [gastronomia]: Caldinho de feijão, uma preferência pernambucana presente em qualquer mesa de bar, de dia ou de noite, na praia ou no asfalto;
‘W’ e ‘w’ [história]: Mascate, o comércio porta a porta do Recife praticamente nasceu no bairro da Boa Vista;
‘X’ e ‘x’ [contemporâneo]: Blocos de Carnaval, este mercado é berço de alguns dos mais tradicionais blocos carnavalescos do Recife.

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PARA TODOS OS MERCADOS

‘Y’ e ‘y’: Box com produtos diversos a venda;
‘Z’ e ‘z’: Conjunto mesa/cadeiras de plástico.

Como resultado deste belo trabalho desenvolvido por Buggy com a colaboração de um grupo de consultores do SEBARE-PE e da equipe do Laboratório de Tipografia do Agreste, a quem agradecemos, conseguimos realizar:

  • um levantamento iconográfico focado nos mercados de São José, Magdalena, Cordeiro, Encruzilhada, Casa Amarela e Boa Vista, em Recife-Pernambuco;
  • uma fonte digital tipo dingbat de fácil uso e propagação.

Pré-Carnaval de Fortaleza: vendas até dia 27/01!

Monday, January 19th, 2015

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Para que possamos realizar a entrega das camisas do Pré-carnaval de FORTALEZA 2015 no dia 30 de janeiro na Opa! Escola de Design (Rua Sabino Pires, 80, Aldeota) às 19h as vendas para o pessoal do CEARÁ irão encerrar dia 27 de janeiro.

Não deixe de garantir a sua camisa. Venda brincar o Pré-carnaval de FORTALEZA com a fonte Patagon, da Latinotype. Ainda dá tempo.

Ah! Lembre-se, as primeiras 50 camisas ganharão um Dindin do Brilho. Mais informações:

http://even.tc/sopa-de-letrinhas-fortaleza

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Carnaval con nuestros hermanos?

Thursday, January 8th, 2015

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O Sopa de Letrinhas este ano tem o prazer de anunciar a fonte com a qual irá desfilar na Semana Pré de Fortaleza e no Carnaval de Olinda em 2015: Patagon da Latinotype.

Fique de olho, muito em breve as vendas de nossas camisas começarão no site da Serifa Fina.

Sunday, February 2nd, 2014

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O mundo DIY brasileiro com mais design tipográfico.

Friday, December 27th, 2013

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Geeks, músicos e amantes de pedais de efeito handmade acabam de ganhar um valioso presente. O designer pernambucano Buggy desenvolveu o dingbat Fuzz do Bertola. Trata-se de uma fonte tipográfica digital gratuita que, ao invés de letras, possui figuras capazes de serem combinadas para montar um layout profissional para o famoso projeto ‘open source’ de distorção concebido pelo baixista Mauricio Luiz Bertola.

Durante alguns meses, Buggy – que também é músico, tipógrafo e autor de vários livros – trabalhou neste projeto apoiado em pesquisas sobre cores, marcas, componentes e demais aspectos do design de pedais para desenvolver um modo de tornar acessível a todos um conjunto de grafismos limpo, organizado e de fácil compreensão. Um modo de valorizar o esforço empreendido pelos adeptos do ‘faça você mesmo’ em incontáveis horas dedicadas a eletrônica para obter um produto verdadeiramente seu.

Inspirado no clássico design do Big Muff fabricado pela Electro-Harmonix, o novo projeto gráfico do fuzz mais querido do Brasil conta com um letreiramento exclusivo desenvolvido a partir de cartazes do Construtivismo Russo.

Indicações de entrada/saída, potenciômetros, chave liga/desliga, led de 3mm e demais marcações de componentes também fazem parte da programação visual contida na fonte que será distribuída pela digital type foundry Tipos do aCASO.

Esse dingbat apresenta-se como mais uma opção de configuração para o Fuzz do Bertola explorando dois modelos de caixa de alumínio disponíveis no mercado, a 125B e a 1590B. Dependendo do circuito a estampa para cada uma dessas caixas pode facilmente receber um ou dois knobs e apresentar ou não indicação para emprego de adaptador 9v.

Seja no Corel Draw, Illustrator, Photoshop, InDesign, ou mesmo no Word, o dingbat Fuzz do Bertola funciona com a mesma qualidade, assegurando um resultado excelente. Basta instalar o arquivo .otf em seu computador (do mesmo modo que se instala qualquer fonte digital) e seguir as instruções abaixo:

  1. Uma vez devidamente instalado o arquivo .otf abra o software de sua preferência. Lembre-se que o mesmo deve permitir edição de tipo, cor e tamanho de fontes;
  2. Digite com a fonte Calibri, Arial ou Times New Roman a sequência ‘ABCDEFGHK’ formada por 9 (nove) letras maiúsculas;
  3. Altere o tamanho de todas as letras digitadas para corpo 365pt;
  4. Considerando que todas as letras estarão, por padrão, em preto altere a cor do ‘B’ para vermelho e do ‘C’, ‘D’, ‘G’ e ‘H’ para branco;
  5. Altere o tamanho do ‘E’ para o corpo 122pt;
  6. Coloque o arranjo de letras com estas configurações na fonte FuzzdoBertola que deverá aparecer no menu fonts do seu software;
  7. Imprima colorido em escala normal, 100%, sem usar o recurso Fit on Paper da sua impressora.

Este procedimento deve ser realizado para obter o layout de um knob adequado a caixa 125B. Caso deseje usar o layout de dois knobs para a mesma caixa a sequência de 9 (nove) letras maiúsculas deve ser ‘IBCDEFJHK’ na qual o ‘I’ deve ser preto; ‘B’ permanecer vermelho; ‘C’ e ‘D’, brancos; ‘E’ e ‘F’ pretos (lembrar de manter o ‘E’ com corpo 122pt); ‘J’ e ‘H’ brancos e o ‘K’ preto.

Já para a caixa 1590B deve-se fazer o seguinte:

  1. Uma vez devidamente instalado o arquivo .otf abra o software de sua preferência. Lembre-se que o mesmo deve permitir edição de tipo, cor e tamanho de fontes;
  2. Digite com a fonte Calibri, Arial ou Times New Roman a sequência ‘LMNOPQRSV’ que constitui 9 (nove) letras maiúsculas ;
  3. Altere o tamanho de todas as letras digitadas para corpo 365pt;
  4. Considerando que todas as letras estarão, por padrão, em preto, altere a cor do ‘M’ para vermelho e do ‘N’, ‘O’, ‘R’ e ‘S’ para branco;
  5. Altere o tamanho do ‘P’ para o corpo 122pt;
  6. Coloque o arranjo de letras com estas configurações na fonte FuzzdoBertola que deverá aparecer no menu fonts do seu software;
  7. Imprima colorido em escala normal, 100%, sem usar o recurso Fit on Paper da sua impressora.

Do mesmo modo que na caixa 125B também é possível usar a opção de dois knobs para a caixa 1590B. Para tanto, deve-se usar a sequência ‘TMNOPQUSV’ e empregar a mesma lógica de cores e tamanho já descrita.

Todos os layouts serão impressos com marcas de corte, um recurso gráfico simples que evita a presença de filetes brancos nas bordas da ‘arte’ que será aplicada na caixa do seu Fuzz. Assim, para obter o formato final das estampas (5,7×11,2cm para caixa 125B e 5,1×10,2cm para caixa 1590B) use preferencialmente régua e estilete sempre orientados pelos pequenos traços retos que constituem essas marcas.

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Essa proposta original de diagramação ainda pode permitir customizações de acordo com as necessidades e desejos de cada projetista. Basta um pouco de criatividade e domínio de softwares gráficos.

Graças a colaboração dos membros do fórum de discussão Contrabaixobr e, em especial, do próprio Mauricio, a licença freeware do dingbat Fuzz do Bertola coloca ao alcance de profissionais e curiosos o mais alto nível de design gráfico dedicado aos pedais de efeito.

Agradecemos a todos que ajudaram na realização desta pequena contribuição.

Baixe aqui o Dingbat Fuzz do Bertola

Obs.: Para a montagem do pedal recomendamos o uso de knobs brancos tipo Fulltone.

Sopa de Letrinhas no Carnaval de Olinda 2011

Tuesday, March 15th, 2011

Apesar das bandas de forró eletrônico e axé, das ilustrações conflitantes na identidade visual do carnaval de Recife e do macérrimo Reio Momo que tivemos este ano resolvemos colocar nosso bloco na rua novamente.

Fomos a Olinda durante a segunda de carnaval e gritamos nossas palvras de ordem. Uma grande farra.

Mas, desta vez optamos por camisas estampadas com caracteres de fonte Lia. Na verdade, uma versão bold. A continuação do ‘ensaio’ feito para Bárbara Wagner no ano pasado.

Valeu família, Povo do meu Ceará! Ano que vem tem mais.

Armorial 40 anos

Wednesday, October 13th, 2010

Chegou às bancas o número 118 da revista Continente. A matéria de capa trata do aniversário de 40 anos do Movimento Armorial. Foi um prazer imenso ser convidado para ilustrá-la.

‘A Peleja da Cultura Popular com a Pop’ ocupa as páginas 20 e 21 da edição outubro de 2010 que ainda conta com Armoribats ao fundo da capa e como capitulares nas aberturas de vários textos.

Tá lá, no index do MyFonts!

Saturday, June 12th, 2010

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Depois de muito tempo, tive tempo… E tá lá, Bitmap no index do MyFonts. Além dela, Cordel (em versão revista e ampliada), Oxe, Stone, Disquete e Régua compõem o primeiro lote de fontes desenhadas por mim a serem colocadas a venda em um site gringo.

É muito legal ver a Tipos do aCASO falando para o mundo. Obrigado ao amigo Paulo W. que deu o empurrão que faltava para isto acontecer.

Visitem: http://new.myfonts.com/foundry/Tipos_do_aCASO/

Cordel New Version

Wednesday, June 9th, 2010

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 Novidades! Mais de dez anos depois, uma nova versão da Cordel ficou pronta. Caracteres acentuados, sinais monetários, arroba, & e muitos outros caracteres. Esta versão ficou pronta fazem poucos dias e deve estrear na web em breve.

Sim, esta imagem é somente uma prévia. A Cordel 2010, bem como outras fontes da Tipos do aCASO, estará disponível nos próximos dias no site www.myfonts.com.

Cordel, a primeira fonte.

Sunday, May 2nd, 2010

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Já faz um tempo que desejo publicar neste site o texto que havia escrito, a pedido do Pedro Moura, para o saudoso site Tipos Populares. Falo de um breve relato sobre minha primeira incursão ao mundo do desenho tipográfico, a experiência com a produção da fonte digital Cordel.

Tal desejo aumentou durante recente visita ao Alto do Moura, em Caruaru. Chegando lá, ainda dentro do carro, vejo a Cordel estampada na fachada de um dos restaurantes do local. Engraçado ver onde suas fontes vão parar, sobretudo quando distribuidas gratuitamente.

Bem, a foto que ilustra este ‘post’ é do material apresentado ao colega Sílvio Barreto Campelo nos idos de 1997, um ‘type specimen’ bem rudimentar. Com a leitura do texto a seguir ficará claro que ainda guardo com carinho a maior parte de meus trabalhos de faculdade.

Segue uma re-edição do texto original gentilmente cedido pelo Pedro:

CORDEL – Os primeiros passos de um tipógrafo digital

O designer Buggy é a mais nova adição ao nosso corpo de tipógrafos populares! Ele fala ao nosso site sobre seu primeiro projeto de tipografia digital, baseado em literatura de cordel, e disponibiliza a fonte para download com exclusividade no Tipos Populares do Brasil.

Tenho um carinho muito especial pela Cordel. A história de sua criação tem um simbolismo muito forte para mim.

Parecerá estranho aos que me conhecem mas é verdade. Minha primeira fonte digital foi completamente gerada em Corel Draw… Desenho, espaçamento – sim os espaços esquisitos foram planejados – e geração de arquivo. Tudo feito com os ‘mais baixos recursos tecnológicos’ disponíveis na época, uma superação.

Era dia 29 de junho de 1997 quando apresentei a primeira versão da Cordel ao amigo Sílvio Barreto Campelo como resultado de uma sua disciplina no curso de design da UFPE.

Folhas A4 impressas em jato de tinta e enrroladas em papelão micro-ondulado traziam o conjunto de caracteres, até hoje inalterado, e o seguinte texto:

“A xilo praticada no auge do comércio da literatura de cordel no Nordeste foi o principal método de reprodução de imagens em impressos. A tipografia Cordel baseia-se no grafismo dos títulos talhados junto as imagens nos tacos de xilogravura. Seus traços sujos e toscos são citações do resultado desse rudimentar registro, contudo seu design como um todo é atual. Concebido sob uma ótica contemporânea.

Tal parágrafo é parte do relatório de uma pesquisa que durou dois meses e explorou o acervo de folhetos do Museu do Estado de Pernambuco.

Ah! Sinto saudades daquele tempo em que eu não conhecia qualquer tipo de culpa quanto ao design. Foi justo isto, inocência, disposição e, sobretudo, capacidade de realização que me empurrou para o mundo da tipografia.

Considero a Cordel meu marco pessoal de início da Tipos do aCASO. Sou grato ao Sílvio pelo despertar e pela oportunidade de começar a fazer algo concreto capaz de mudar verdadeiramente o lugar que escolhi para morar.

Agora, pela primeira vez, essa fonte está sendo colocada a disposição de todos, livremente. Espero que sua versão original seja instalada, impressa, descartada, amada e odiada. Assim, mesmo que por poucos instantes, ela cumprirá seu propósito. Será utilizada.

Buggy é designer e idealizador da casa de tipos Tipos do aCASO > http://www.tiposdoacaso.com.br