Archive for April, 2012

Tipografia Experimental, 4º exercício.

Wednesday, April 18th, 2012

O Eu Tipográfico por Adelaide Zhayra from Buggy on Vimeo.

Desde a época em que coordenava o Curso de Design Gráfico da Faculdades Integradas Barros Melo eu desejava realizar uma atividade na qual aspectos do ‘eu’ de cada aluno pudessem ser explorados.

Um trabalho delicado, certamente. Porém, com um imenso potencial motivacional. O maior desafio para a implantação deste projeto consiste em suplantar barreiras como vergonha, angústia e dúvida para tocar em questões como identidade, privacidade e profissionalismo.

Para converter tantas inseguranças em resultados foi preciso bastante confiança. Confiança no propósito do trabalho, no plano da disciplina, nos colegas e, acima de tudo, nos professores. Logo, agradeço aos meus alunos que aceitaram a abordagem e metodologia utlizadas e ao colega Prof. Dr. Mario de Faria Carvalho que, sem hesitar, aceitou colaborar com suas idéias indo encontrar o grupo fora do ambiente da sala de aula.

A proposta do exercício ‘O Eu Tipográfico’ consistiu em produzir, dirigir e executar um curta metragem de 1 (um) minuto capaz de apresentar o seu autor enquanto designer e estabelecer uma relação entre o mesmo e a tipografia. Esse áudio visual, original e de autoria comprovada, pôde ser realizado coletivamente, todavia, expressou somente a visão particular de um único designer sobre si próprio e sobre sua relação com a tipografia.

Cada aluno da disciplina produziu um vídeo no qual foi o personagem principal e diretor da obra. O ‘eu’ foi identificado nominal, sonora e visualmente, e essa identificação obedeceu o modo como o designer em questão se apresentava ou desejava se apresentar ao mercado. A relação que este áudio visual ilustrou pôde ser livremente estabelecida, através de qualquer recurso cabível em uma obra áudio visual desde que aspectos pessoais, íntimos e profissionais fossem levados em conta. Contudo, a relação entre o ‘eu’ e a ‘tipografia’ teve de respeitar, sobretudo, o pensamento do diretor. Cada áudio visual teve de conter créditos e pôde conter abertura. Foi permitido realizá-lo em qualquer tipo de equipamento que produzisse imagens em movimento: câmera de vídeo, câmera de foto digital (seqüências de fotos), câmera de celular, animação feita no computador, etc.

 

O Eu Tipográfico por Renata Paes from Buggy on Vimeo.

Tipografia Experimental, 3º exercício.

Tuesday, April 17th, 2012

Eu poderia falar dos outros dois primeiros exercícios da disciplina que estou ministrando no Campus de Caruaru da UFPE mas, em virtude do caráter introdutório das atividades pularei direto para o terceiro. Antes, contudo, vale mencionar que esses exercícios – os quais fiicarão sem maiores comentários – serviram mais para entrosar o grupo que para promover experimentos.

Pingos colocados nos ‘i’s, vamos às Texturas Tipográficas. O terceiro exercício proposto à turma de Tipografia Experimental de 2012.1 consistiu em produzir 04 (quatro) texturas a partir de formas tipográficas enaltecendo partes anatômicas e seu comportamento em diferentes estilos.

As texturas originais foram realizadas coletivamente por grupos de até 5 (cinco) alunos. Cada uma dessas texturas apresentou 04 (quatro) versões cromáticas distintas. 02 (duas) delas com suas cores em alto contraste, não tendo sido permitido o emprego de tons contínuos (degrades). As outras 02 (duas) puderam empregar tal recurso.

Algumas padronagens que mais se destacaram foram as projetadas pelo designer Vinícius Vieira e as projetadas pelas designers Laura, Mariana e Virgínia. As de Vinícius, além de cumprir os requisitos conforme solicitado, exploraram as identidades visuais de várias mídias sociais. E as das meninas trataram delicados caracteres com extrema sensibilidade e inteligência.

Tipografia Experimental, meu início na UFPE em Caruaru.

Sunday, April 15th, 2012

Como já dito – no post escrito para o Tipos do Brasil – depois de assistir a ‘charla’ do designer mexicano Miguel Guerrero no último Encuentro Latinoamericano de Diseño en Palermo e tomar conhecimento das dificuldades que o camarada enfrenta para realizar seu trabalho decidi agir ao voltar para casa.

Assim, senti que deveria ir além do que estava fazendo nas disciplinas de tipografia – desenho e história – que ministro na graduação de design desde 2009 no Campus de Caruaru da UFPE. E finalmente consegui implantar outras duas novas disciplinas, Tipográfia Básica e Tipografia Experimental, norteadas por uma abordagem mais leve e interativa.

E é sobre o andamento da experiência na segunda disciplina que dedicarei alguns dos próximos posts deste blog.

Começarei por apresentar a proposta apresentada ao Curso de Design do CAA da UFPE que está em andamento, pela primeira vez, este semestre (2012.1).

A disciplina Tipografia Experimental trata do estudo das expressões plásticas bi e tridimensionais da tipografia para ser vista, em contraponto a aquela para ser lida. Nela os conceitos clássicos do design de tipos estão sendo questionados e os limites da representação do alfabeto latino explorados através da manipulação das dimensões do corpo humano; do espaço natural e do construído; da re-interpretação de objetos e da exploração de materiais diversos.

Nos concentramos em promover experimentos analógicos e digitais orientados sob a luz de conceitos tipográficos visando o desenvolvimento de expressões alternativas do desenho com caracteres e de caracteres enquanto unidades gráficas de valor estético particular, bem como enquanto fonte.

Assim, esperamos que ao final da disciplina os alunos egressos terão desenvolvido uma série de competências e serão capazes de: Identificar as partes dos caracteres; Compreender as variações estruturais intervenientes nos desenhos e estilos tipográficos; Integrar formas tipográficas a impressos, embalagens, objetos, ilustrações, fotografias e/ou ambientes bi e tri dimensionais em projetos de design; Propor novas possibilidades de correlação entre tipografia, fotografia, arquitetura, pintura, moda, escultura, vídeo, dança, etc.; e desenvolver projetos tipográficos expressivos de baixa e média complexidade.

Para atingir esses objetivos dispomos do uso de recursos áudio visuais, projeções – datashow, slides ou transparências – publicações e toda sorte de impressos para facilitar a compreensão dos apontamentos durante as aulas expositivas. Do mesmo modo, também empregamos o uso de materiais diversos para possibilitar uma maior expansão da realidade da prática profissional do design tipográfico e a realização de palestras, debates e, sobretudo, oficinas para estimular a construção dos saberes.