O mundo DIY brasileiro com mais design tipográfico.

December 27th, 2013

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Geeks, músicos e amantes de pedais de efeito handmade acabam de ganhar um valioso presente. O designer pernambucano Buggy desenvolveu o dingbat Fuzz do Bertola. Trata-se de uma fonte tipográfica digital gratuita que, ao invés de letras, possui figuras capazes de serem combinadas para montar um layout profissional para o famoso projeto ‘open source’ de distorção concebido pelo baixista Mauricio Luiz Bertola.

Durante alguns meses, Buggy – que também é músico, tipógrafo e autor de vários livros – trabalhou neste projeto apoiado em pesquisas sobre cores, marcas, componentes e demais aspectos do design de pedais para desenvolver um modo de tornar acessível a todos um conjunto de grafismos limpo, organizado e de fácil compreensão. Um modo de valorizar o esforço empreendido pelos adeptos do ‘faça você mesmo’ em incontáveis horas dedicadas a eletrônica para obter um produto verdadeiramente seu.

Inspirado no clássico design do Big Muff fabricado pela Electro-Harmonix, o novo projeto gráfico do fuzz mais querido do Brasil conta com um letreiramento exclusivo desenvolvido a partir de cartazes do Construtivismo Russo.

Indicações de entrada/saída, potenciômetros, chave liga/desliga, led de 3mm e demais marcações de componentes também fazem parte da programação visual contida na fonte que será distribuída pela digital type foundry Tipos do aCASO.

Esse dingbat apresenta-se como mais uma opção de configuração para o Fuzz do Bertola explorando dois modelos de caixa de alumínio disponíveis no mercado, a 125B e a 1590B. Dependendo do circuito a estampa para cada uma dessas caixas pode facilmente receber um ou dois knobs e apresentar ou não indicação para emprego de adaptador 9v.

Seja no Corel Draw, Illustrator, Photoshop, InDesign, ou mesmo no Word, o dingbat Fuzz do Bertola funciona com a mesma qualidade, assegurando um resultado excelente. Basta instalar o arquivo .otf em seu computador (do mesmo modo que se instala qualquer fonte digital) e seguir as instruções abaixo:

  1. Uma vez devidamente instalado o arquivo .otf abra o software de sua preferência. Lembre-se que o mesmo deve permitir edição de tipo, cor e tamanho de fontes;
  2. Digite com a fonte Calibri, Arial ou Times New Roman a sequência ‘ABCDEFGHK’ formada por 9 (nove) letras maiúsculas;
  3. Altere o tamanho de todas as letras digitadas para corpo 365pt;
  4. Considerando que todas as letras estarão, por padrão, em preto altere a cor do ‘B’ para vermelho e do ‘C’, ‘D’, ‘G’ e ‘H’ para branco;
  5. Altere o tamanho do ‘E’ para o corpo 122pt;
  6. Coloque o arranjo de letras com estas configurações na fonte FuzzdoBertola que deverá aparecer no menu fonts do seu software;
  7. Imprima colorido em escala normal, 100%, sem usar o recurso Fit on Paper da sua impressora.

Este procedimento deve ser realizado para obter o layout de um knob adequado a caixa 125B. Caso deseje usar o layout de dois knobs para a mesma caixa a sequência de 9 (nove) letras maiúsculas deve ser ‘IBCDEFJHK’ na qual o ‘I’ deve ser preto; ‘B’ permanecer vermelho; ‘C’ e ‘D’, brancos; ‘E’ e ‘F’ pretos (lembrar de manter o ‘E’ com corpo 122pt); ‘J’ e ‘H’ brancos e o ‘K’ preto.

Já para a caixa 1590B deve-se fazer o seguinte:

  1. Uma vez devidamente instalado o arquivo .otf abra o software de sua preferência. Lembre-se que o mesmo deve permitir edição de tipo, cor e tamanho de fontes;
  2. Digite com a fonte Calibri, Arial ou Times New Roman a sequência ‘LMNOPQRSV’ que constitui 9 (nove) letras maiúsculas ;
  3. Altere o tamanho de todas as letras digitadas para corpo 365pt;
  4. Considerando que todas as letras estarão, por padrão, em preto, altere a cor do ‘M’ para vermelho e do ‘N’, ‘O’, ‘R’ e ‘S’ para branco;
  5. Altere o tamanho do ‘P’ para o corpo 122pt;
  6. Coloque o arranjo de letras com estas configurações na fonte FuzzdoBertola que deverá aparecer no menu fonts do seu software;
  7. Imprima colorido em escala normal, 100%, sem usar o recurso Fit on Paper da sua impressora.

Do mesmo modo que na caixa 125B também é possível usar a opção de dois knobs para a caixa 1590B. Para tanto, deve-se usar a sequência ‘TMNOPQUSV’ e empregar a mesma lógica de cores e tamanho já descrita.

Todos os layouts serão impressos com marcas de corte, um recurso gráfico simples que evita a presença de filetes brancos nas bordas da ‘arte’ que será aplicada na caixa do seu Fuzz. Assim, para obter o formato final das estampas (5,7×11,2cm para caixa 125B e 5,1×10,2cm para caixa 1590B) use preferencialmente régua e estilete sempre orientados pelos pequenos traços retos que constituem essas marcas.

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Essa proposta original de diagramação ainda pode permitir customizações de acordo com as necessidades e desejos de cada projetista. Basta um pouco de criatividade e domínio de softwares gráficos.

Graças a colaboração dos membros do fórum de discussão Contrabaixobr e, em especial, do próprio Mauricio, a licença freeware do dingbat Fuzz do Bertola coloca ao alcance de profissionais e curiosos o mais alto nível de design gráfico dedicado aos pedais de efeito.

Agradecemos a todos que ajudaram na realização desta pequena contribuição.

Baixe aqui o Dingbat Fuzz do Bertola

Obs.: Para a montagem do pedal recomendamos o uso de knobs brancos tipo Fulltone.

Camisas Sopa de Letrinhas 2013!

February 1st, 2013

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O Sopa de Letrinhas sairá da frente dos Correios de Olinda, na segunda feira de Carnaval (dia 11 de fevereiro), às 9:00h. Iremos em direção a escadaria da Igreja de São Pedro, onde faremos a primeira parada; de lá vamos à Prefeitura, pela Rua de São Bento, rumo a dispersão, em frente ao Mosteiro.

Para participar basta adquirir uma camisa e apresentar-se devidamente trajado ao local indicado, na data e horário combinados.

Sua letra será determinada em função das ‘palavras de ordem’ que iremos compor ao longo de nosso trajeto! Desse modo, garantimos a brincadeira e diversão de todos.

Para melhor entendimento, visite os posts abaixo com imagens de nossos outros carnavais:

Carnaval 2012   |   Carnaval 2011  |   Carnaval 2009

COMO ADQUIRIR UMA CAMISA DO SOPA DE LETRINHAS?

Realize um depósito no valor de R$25,00 (vinte e cinco reais) em favor de Leonardo Araújo da Costa, CPF 025464874-69, na conta 01000647-0, da agência 4310, do banco Santander até às 22:00h do dia 04 de fevereiro, segunda feira. Envie o comprovante desta operação para o e-mail buggy@tiposdoacaso.com.br informando seu nome e tamanho da camisa que você deseja (P, M, G ou GG).

Feito isto, é só aguardar nossa confirmação do pagamento.

As camisas serão entregues durante a manhã do dia 08 de fevereiro, próxima sexta feira, na Rua Vitoriano Palhares, 194, apartamento 304, no bairro da Torre em Recife – próximo ao Atacado dos Presentes. As peças serão produzidas com sublimação, por meio transfer, para dar conta de todas as nossas letras.

Sopa de Letrinhas 2013!

January 31st, 2013

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João Pedro de Juazeiro

June 7th, 2012

Ontem, graças a dica de Álvaro, conheci o ateliê deste gentil xilogravador que trabalha com grandes formatos e possui lindas impressoras.

O número 1619 da Rua Pedro Pereira, em Fortaleza, é o local de trabalho de João Pedro de Juazeiro. A simpática casa abriga em sua sala de estar um enorme acervo de tacos e xilos que cercam algumas impressoras tipográficas. Boa parte das xilos de tamanho 66x96cm são ‘tiradas’ a base da colher de pau, ficando as prensas tipográficas reservadas para a produção de cordéis.

Eu e Thyago! fomos muito bem recebidos nesta breve visita. João nos deu várias dicas de fornecedores para insumos e mecânicos locais. Ele também nos ajudou a identificar algumas impressoras. Foi excelente, será de grande valia para o ‘suvaco’ de Julião.

O suvaco de Julião

June 6th, 2012

Suvaco, suvaqueira ou gangorra são nomes dados às pequenas impressoras tipográficas manuais empregadas na produção do cordel no Nordeste do Brasil. Foi um desses equipamentos que Julião – ilustrador de mão cheia e o melhor encadernador cearense da atualidade – adquiriu recentemente para ampliar a gama de sistemas de impressão de seu ateliê em Fortaleza.

De passagem pela capital cearense para palestrar no Encontro ADG sobre tipografia do último dia 04 eu não pude deixar de conhecer o ‘novo brinquedo’ do amigo. Assim, junto com Thyago! – outro fantástico ilustrador e produtor do Baião Ilustrado – fui ao encontro de Julião no fim da tarde de ontem, dia 05.

Apesar da ferrugem espalhada pelas peças da máquina e tinta vermelha ressecada nos rolos sua mecânica estava perfeita. Usamos uma força sobre-humana para colocar a impressora de volta ao seu pedestal de trabalho e começamos a lixar e limpar. Horas depois a aparência da máquina já era outra. Infelizmente não deu pra salvar por completo os rolos. Mas, pra começo eles quebrarão um galho enorme.

Agora é cair em campo para garimpar novos tipos, material branco e ferramentas e em pouco tempo teremos mais uma gráfica tipográfica reativada no Ceará. Parabéns pela iniciativa Julião e Thyago! Contem conosco pra o que for preciso.

+ Claudio em Caruaru

May 12th, 2012

Na última terça, dia 08 de maio, ocorreu no Campus da UFPE de Caruaru a primeira oficina promovida pelo LTA com designer Claudio Rocha. ‘Qualidade do Olhar’ foi um workshop de educação visual dedicado aos designers e baseado em um roteiro para a análise de peças gráficas. Foi feito uma análise e discussão de cartazes europeus clássicos e de outros feitos para o Museu da Casa Brasileira.

A sala ficou lotada e todos se divertiram muito, uma verdadeira aula de tipografia e história do design.

No dia seguinte, deu-se a primeira ação concreta do intercâmbio firmado entre a Oficina Tipográfica São Paulo e o Laboratório de Tipografia do Agreste. Mais que uma oficina, um dia inteiro de treinamento em composição tipográfica dedicado aos colaboradores do LTA. Pela manhã o espaço foi organizado e a catalogação dos tipos foi retomada. A tarde, a apostila da OTSP foi seguida a risca para que todos pudessem imprimir uma matriz montada por Claudio com tipos e clichê do LTA.

Além dos alunos e professores implicados no LTA participaram desse treinamento os professores Josinaldo e Sílvio do IFPE.

Tipos Latinos 2012 em Recife

May 10th, 2012

É sempre maravilhoso rever os amigos, sentar numa mesa de bar e conversar sobre o que mais gostamos, tipografia. Bruno Porto, Fábio Lopes e Cláudio Rocha em visita ao Recife pela Tipos Latinos no último fim de semana nos proporcionaram isto.

Foi um prazer poder contribuir com a bienal novamente. Desta vez, de um modo diferente: propondo e discutindo idéias.

Marina, obrigado pelo convite. Bruno, obrigado pelas fotos.

Tupigrafia 10 em Caruaru

May 8th, 2012

Ontem a noite o LTA promoveu o lançamento da décima edição da Revista Tupigrafia no Campus Acadêmico do Agreste.

Alunos e professores do Curso de Design da UFPE em Caruaru encheram um auditório para ouvir Cláudio Rocha, co-editor da revista, comentar o mais recente número do único periódico tipográfico brazuca. Um resumo das matérias e valiosas dicas profissionais compuseram o discurso bem humorado de Cláudio que prendeu a atenção de todos até o último instante da palestra que também marcou o início do convênio entre a OTSP e o LTA. Juntos, Oficina e Laboratório, irão trocar experiências e realizar projetos que sem dúvida serão pauta deste blog muito em breve.

Após a palestra Cláudio autografou os disputadíssimos exemplares da Tupigrafia 10. Não teve pra quem quiz. Em poucos segundos todas as revistas levadas para Caruaru foram vendidas, mal se pôde formar um fila para organizar os compradores. Sucesso total.

Para aqueles que não conseguiram assegurar a sua Tupigrafia 10 fica o consolo: a OTSP doou cópias dos últimos números da revista ao LTA.

Tipografia Experimental, 4º exercício.

April 18th, 2012

O Eu Tipográfico por Adelaide Zhayra from Buggy on Vimeo.

Desde a época em que coordenava o Curso de Design Gráfico da Faculdades Integradas Barros Melo eu desejava realizar uma atividade na qual aspectos do ‘eu’ de cada aluno pudessem ser explorados.

Um trabalho delicado, certamente. Porém, com um imenso potencial motivacional. O maior desafio para a implantação deste projeto consiste em suplantar barreiras como vergonha, angústia e dúvida para tocar em questões como identidade, privacidade e profissionalismo.

Para converter tantas inseguranças em resultados foi preciso bastante confiança. Confiança no propósito do trabalho, no plano da disciplina, nos colegas e, acima de tudo, nos professores. Logo, agradeço aos meus alunos que aceitaram a abordagem e metodologia utlizadas e ao colega Prof. Dr. Mario de Faria Carvalho que, sem hesitar, aceitou colaborar com suas idéias indo encontrar o grupo fora do ambiente da sala de aula.

A proposta do exercício ‘O Eu Tipográfico’ consistiu em produzir, dirigir e executar um curta metragem de 1 (um) minuto capaz de apresentar o seu autor enquanto designer e estabelecer uma relação entre o mesmo e a tipografia. Esse áudio visual, original e de autoria comprovada, pôde ser realizado coletivamente, todavia, expressou somente a visão particular de um único designer sobre si próprio e sobre sua relação com a tipografia.

Cada aluno da disciplina produziu um vídeo no qual foi o personagem principal e diretor da obra. O ‘eu’ foi identificado nominal, sonora e visualmente, e essa identificação obedeceu o modo como o designer em questão se apresentava ou desejava se apresentar ao mercado. A relação que este áudio visual ilustrou pôde ser livremente estabelecida, através de qualquer recurso cabível em uma obra áudio visual desde que aspectos pessoais, íntimos e profissionais fossem levados em conta. Contudo, a relação entre o ‘eu’ e a ‘tipografia’ teve de respeitar, sobretudo, o pensamento do diretor. Cada áudio visual teve de conter créditos e pôde conter abertura. Foi permitido realizá-lo em qualquer tipo de equipamento que produzisse imagens em movimento: câmera de vídeo, câmera de foto digital (seqüências de fotos), câmera de celular, animação feita no computador, etc.

 

O Eu Tipográfico por Renata Paes from Buggy on Vimeo.

Tipografia Experimental, 3º exercício.

April 17th, 2012

Eu poderia falar dos outros dois primeiros exercícios da disciplina que estou ministrando no Campus de Caruaru da UFPE mas, em virtude do caráter introdutório das atividades pularei direto para o terceiro. Antes, contudo, vale mencionar que esses exercícios – os quais fiicarão sem maiores comentários – serviram mais para entrosar o grupo que para promover experimentos.

Pingos colocados nos ‘i’s, vamos às Texturas Tipográficas. O terceiro exercício proposto à turma de Tipografia Experimental de 2012.1 consistiu em produzir 04 (quatro) texturas a partir de formas tipográficas enaltecendo partes anatômicas e seu comportamento em diferentes estilos.

As texturas originais foram realizadas coletivamente por grupos de até 5 (cinco) alunos. Cada uma dessas texturas apresentou 04 (quatro) versões cromáticas distintas. 02 (duas) delas com suas cores em alto contraste, não tendo sido permitido o emprego de tons contínuos (degrades). As outras 02 (duas) puderam empregar tal recurso.

Algumas padronagens que mais se destacaram foram as projetadas pelo designer Vinícius Vieira e as projetadas pelas designers Laura, Mariana e Virgínia. As de Vinícius, além de cumprir os requisitos conforme solicitado, exploraram as identidades visuais de várias mídias sociais. E as das meninas trataram delicados caracteres com extrema sensibilidade e inteligência.